2.9.08
Palavras do Coração
Eu já quis inventar palavras
pra traduzir sentimentos
que no silêncio gritavam em mim…
Eu já quis que o tempo voltasse
pra desdizer palavras jogadas
no tempo da pausa…
Eu já me perdi na linha do tempo,
nas entrelinhas da pauta,
conjuguei no passado
as palavras que conheci
tardiamente.
Calei, mas sorri…
Falei o que senti…
As palavras não amarelam a folha,
essas a tornam sempre novas,
sempre cheias de vida,
e seja no tempo que for,
respondem minhas dúvidas:
a palavra e o tempo de cada uma.
Se for pra ferir
prefiro calar
a Palavra a Tempo.
O choro foram palavras que, sentidas, transbordaram em mim…
A lágrima que beija a face, é como bálsamo que protege o coração
Espelho d’alma, reconhecemos que o humano ainda é humano
E que o amor e a amizade ainda floresce no peito e nos olhos
Nas mãos e nos pensamentos sãos pór nós e pelo próximo
Nas idas e vindas, na mesma estação, no adeus da partida, na acolhida da chegada, num aceno, numa piscada, num positivo, num traço, num laço, num riso….quando não tem palavras, e a emoção cala, o choro fala por dentro ou por fora.
29.8.08
Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.
(Adélia Prado)
28.8.08
Me fiz estátua, parei num tempo, que eu disse Adeus, Um Adeus Prá Nunca Mais…
Mas me vejo no espelho, ainda parada, na mesma. A estátua se quebrou. Tem pedaços que é puro pó e não se acha, o vento que levou, e me sopra a saudade de algo que não vivi, porque parei, mas sofri … me despedi da "minha" estátua quebrada num monte de sonhos que quis construir prá seguir feliz, não quero a estátua que não sou, não páro mais diante da vida, só se for prá contemplar as maravilhas de cada dia.
Suas poesias continuam essencialmente Fortes, suavemente lindas! Parabéns. ( ref. poesia "Estátua Esquecida")
às vezes apareço sem sentido…às vezes dão meu sentido
eu me sinto… eu te sinto … não é dor …. é amor
Amizade…melhor do amor!
Um carinho sem preço
Um olhar atento
Um presente
Um verso
Eu só agradeço!!!
27.8.08
Na dor que não sei porque deixei que entrasse e se fizesse tão cruel, dilacerando, despedaçando parte de mim, tentei calar meus medos, buscando o silêncio que é parte de mim…
Quando a gente reconhece o valor do silêncio, tem mais a calma do tempo e a pressa de paz, e continua a sonhar… Silêncio e atenção para se ouvir, para escutar os sentidos que não calam, ou que se expressam melhor no silêncio, na pausa das horas que a gente sempre faz, por vontade própria ou por necessidade mesmo.
E como já disse o Poeta "não existiria som senão houvesse o silêncio…Não haveria luz senão fosse a escuridão…A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim… Milton Nascimento
e mesmo exercitando a paciência eu me desespero, mas espero prá gritar…
25.8.08
Vago, um Vagão…
quando era pequena
escrevia meu nome na terra
desenhava meu mundo
meus sonhos simples
as coisas que via
no chão…
cresci…
carreguei comigo uma porção de terra
meu sólo fértil, ao meu coração
parei de escrever
deixei tudo na imaginação
mais um tempo…
tudo que eu sonhava
tudo que eu queria
buscava e conseguia
e o que me era impossível
abria a janela e lá estava
alguém tinha feito prá mim
me ensinando o que eu não sabia
custei a acreditar
mas vi meus pensamnetos
se concretizarem assim
sem explicação lógica
prá mim
coisas exatamente e até muito melhores
de como eu imaginei
os que não fui atrás, vi acontecerem
ideais que abandonei por pura incapacidade, timidez, medo de ir adiante,
rodeava, olhava, parava, ia e voltava, nada fiz…
mais alguém sonhou esse meu sonho, mas, não dormiu como fiz eu….
22.8.08
mar, céu de amor
dum mundo todo
e particular
verdejante
esperança no ar
num triz de estrela
insistente a brilhar
deixou que aquietasse
no balanço do mar
no sussurro da brisa
deixou que se abrisse
o chão de sonhar
pequenos pedidos
o alvo luar
(…)
cresceu-se na cheia
a lua, o mar.
na míngua de amar
partiu-se ao meio
não mais quis sorrir
secou seu espelho
bebeu minha dor
ganhei no respeito
perdi no amor
19.8.08
Sentimentos me tomam
e é parte dum mundo…
que quis sonhar
(…)
e dum mundo todo
dum mundo fora
e particular
em algum segundo da hora
transforma em mim as emoções
esse coração que me importa
suporta dores e anseios demais
mas na memória dos sentidos registra-se
um só suspiro… uma pausa breve
um pedido ao pulsar que resista!
eu fora do ar
na pausa de mim
que insiste em sonhar.
eu já quis inventar outra batida (a perfeita)
mas o perfeito é o seu pulsar,
cotidiano, renovador, vital…
todo o resto fica descompassado
quando não se nota a harmonia lá dentro do peito,
mesmo num peito com doces mágoas (se é que existe tal)
é muito a pensar?
prenda a respiração, despreze o ar,
daí saberás o que realmente precisas, o que lhe mantém o sopro da vida…
têm pequenas e grandes coisas que não podemos ver…
mas à vida se faz notar, se faz essencial:
o ar, por exemplo.
12.8.08
você, sua vida: poema de amor!
Quando a gente se permite amar… se encanta mais facilmente com a beleza da vida acerca de nós… é capaz de se alegrar com as coisas mais sublimes, mais serenas… tudo é encantado! E a gente vive a poesia da vida nos sorrisos de cada dia.