27.11.08
Desejo que a Felicidade não seja uma estranha em tua vida
Que teus escritos possam revelar a alegria de ser quem és
Que mesmo que passamos por "poucas e boas", que sejam poucas tristezas e que possamos dar boas gargalhadas para "que se dane o mau humor, as dores, as fraturas expostas ou não,
Que prevaleça o melhor sentimento
Que seja impressa a melhor e verdadeira imagem dum coração tão esperto e tão fraterno quanto o teu.
Infelizmente as coisas, o tempo, as pessoas, nem sempre nos recebe num abraço acolhedor… E a gente se coloca as vezes de costas uns pros outros, talvez até mesmo procurando as mesmas coisas, o mesmo reflexo… Eu, tenho dias de noite, mas, na maioria das noites um sol que me aquece, que me proteje… Mas sempre nos colocamos insatisfeitos e também não satisfazemos ninguém (outra vez de costas pro mundo)… Nem que o sol brilhasse noite e dia e mesmo que as estrelas fossem multi cor, ainda nos nossos olhos famintos estaria o cinza das horas que só queremos num tempo ido ou que nunca chegará…
Eu não posso visitar a noite se ela deixar de existir. Mas, a crio imperfeita dentro de mim toda vez que me faço montanha ou nuvem cobrindo o sol da manhã, quando é só meu céu que está dormindo, eu aguento, mas quando é quem amo que se apagou aí é de chorar, é de morrer…
22.11.08
Algumas palavras se formam nas entrelinhas, dizendo meio sem querer ou de propósito o avesso a refletir… vão e dizem, calam ou gritam a emoção. Uma palavra não bastaria mas a falta dela é pura inspiração… uma escuta constante, mesmo que num silêncio que a gente fica sem saber falar nem ouvir…
21.11.08
a chama que arde em teu peito
é capaz de iluminar qualquer breu
pra tudo na vida tem jeito
mesmo que não o teu
nem o meu
sem luz também não há sombras
e não posso me ver no espelho
o cinza das horas exatas
nublam a mente inconstante
que pensa a semente e a rosa
debulha sentidos
prepara o caminho e a volta
mas foge pra longe do abrigo
no dia que meu tempo parou
eu vi estrelas gemendo de dor
parei, olhei, era só o meu espelho
e a tristeza sorriu
eu que de nada entendo
recolhi meus panos
guardei minhas lendas
19.11.08
A cor das palavras
O cheiro do ar
A dança da chuva
Úmida lágrima
Não seca meus sonhos!
No sopro do ar que acabou
Nos olhos há fome!
Na sede há poros de Mar!
Retendo um sentir inocente
Calando urgente
O medo de a ma r
Com os pés fora do chão
Salvei meu sonho!
Assim sem avisar
Deito-me na realidade
De todas as minhas sensações
Tristemente
“esmagando flores em livros”
“plantando árvores no cimento”