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Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.
(Adélia Prado)
Vou pro campo
No campo tem flores
As flores tem mel
Mas a noitinha
Estrelas no céu, no céu, no céu. . .
No céu da boca da onça é escuro
Não cometa não cometa
Não cometa furo
Pimenta malagueta não é
Pimentão tão, tão, tão. . .
Vou pro campo
Acampar no mato
No mato tem pato
Gato, carrapato
Canto de cachoeira
Dentro dÂ’água
Pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar
Não caia nessa onda
Que a cachoeira é funda
E afunda
Não sou tanajura
Mas eu crio asas
Com os vagalumes
Eu quero voar, voar, voar. . .
O céu estrelado hoje é minha casa
Fica mais bonita
Quando tem luar, luar, luar. . .
Quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá
Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta
Que a gente conta
Antes de dormir, dormir, dormir. . .
Eu tenho contado
Mas não tem nascido
Isso é estória de nariz comprido
Deixe de mentir, mentir, mentir. . .
Os sete anões pequeninos,
Sete corações de meninos
E a alma leve, leve. . .
São folhas e flores ao vento
O sorriso e o sentimento
Da Branca de Neve, neve, neve. . .
Não sou tanajura. . .
(Juraildes da Cruz )
Me fiz estátua, parei num tempo, que eu disse Adeus, Um Adeus Prá Nunca Mais...
Mas me vejo no espelho, ainda parada, na mesma. A estátua se quebrou. Tem pedaços que é puro pó e não se acha, o vento que levou, e me sopra a saudade de algo que não vivi, porque parei, mas sofri ... me despedi da "minha" estátua quebrada num monte de sonhos que quis construir prá seguir feliz, não quero a estátua que não sou, não páro mais diante da vida, só se for prá contemplar as maravilhas de cada dia.
Suas poesias continuam essencialmente Fortes, suavemente lindas! Parabéns. ( ref. poesia "Estátua Esquecida")
Na dor que não sei porque deixei que entrasse e se fizesse tão cruel, dilacerando, despedaçando parte de mim, tentei calar meus medos, buscando o silêncio que é parte de mim...
Quando a gente reconhece o valor do silêncio, tem mais a calma do tempo e a pressa de paz, e continua a sonhar... Silêncio e atenção para se ouvir, para escutar os sentidos que não calam, ou que se expressam melhor no silêncio, na pausa das horas que a gente sempre faz, por vontade própria ou por necessidade mesmo.
E como já disse o Poeta "não existiria som senão houvesse o silêncio...Não haveria luz senão fosse a escuridão...A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim... Milton Nascimento
e mesmo exercitando a paciência eu me desespero, mas espero prá gritar...