29.5.08
rodapé
de nada valerá se o que me disser não fincar no meu coração
não reconheço tropeços de palavras de fim de página
desfaz a mim, desate os nós
reduziu as margens,
resta um pontinho
oculto no seu
rodapé
*
de nada valerá se o que me disser não fincar no meu coração
não reconheço tropeços de palavras de fim de página
desfaz a mim, desate os nós
reduziu as margens,
resta um pontinho
oculto no seu
rodapé
*
toda dor é dificil traduzir em palavras…
toda dor é dificil dizer, explicar, sem sentí-la…
toda dor quando sai na nua palavra, traz um pouco de alivio, de conforto pra quem conseguiu expor… mas a expressão do sentir vai muito além das palavras, sabemos disso, está em nós, e nem sempre estamos na palavra que escrevemos, não totalmente…rs. Faltam braços e pernas, olhos e boca e aí, ás vezes, nem faltam palavras, elas aparecem no silêncio, nas entrelinhas das mãos que se acolhem e se compreendem…
Achei sua carta corajosa! E acredito mesmo que quando as palavras saem de dentro o coração fica mais leve, mesmo quando dói também pra dizer….
Quando eu "mandei" ir…eu também perdi
Será que perdi o direito de sonhar?
Será que ainda posso querer sonhar?
Há momentos que nos exigem atitudes definitivas. Mesmo sem querer, é a única saída (pra nenhum lugar).
Eu me permito guardar meus sonhos, como se guardam tesouros, como se cuida do amor, como se protege a vida…
O que queria mesmo era te falar ao ouvido os meus desejos escondidos, por um momento, ouvir teu suspiro, por um momento te olhar, tocar tua alma, com meu sentimento, saber confortar o teu…
Tenho permissão pra viver!?
Se veste de poesia, quando -no meu pensamento- se encontra, timidamente, as entrelinhas das suas mãos com as minhas. E o silêncio vibra nas ondas da imaginação que pinta minha fantasia de céu e terra em perfeita sintonia. Mesmo que invisível ao olhos, a palavra, dá o sentido ao poetar mais impreciso dum coração apaixonado… Palavra não dita, palavra sentida, nunca é esquecida no coração…
Vou apanhar as estrelas
Num pote de mel
Com os restos da lua
Vou me envolver
No tapete de sonhos
E abraçar uma nuvem
Vou te cantar…
Te cantar à saudade
Revelar os encantos
Que do mundo guardei
Quando no teu coração
Conheci o universo
No doce balanço
Da sua poesia
Na terna magia
De querer
De sonhar
De te amar
Na companhia das flores
No jardim dos amores
Sinfonia sem fim
Quando o céu cair…
No oceano sem dores
Vai molhar as sementes
Que deixamos cair
Entre um beijo, um toque
Um olhar e outro…
Quando o céu cair
Vão cantar nossos sonhos
A terra a florir
O sol a sorrir
No espelho
Da vida
quando no peito a saudade invade
um vento forte de emoção
move a turbina do meu coração
Rasgando a luz do luar
com sons do coração,
de uma mente não muito sã,
num sopro de vida,
que pede encarecida: alimenta-me amor!
Rasgo o peito meu…
prá apanhar as migalhas
que caem da nuvem do céu,
ou prá que vejas o caminho mais perto
prá saltar pro meu peito gritante de ti.
Vens no tempo que te sobra,
num tempo que me apressa a lembrança.
Essa, não mais é uma criança,
dado ao tempo que se foi…
Tento proteger meus sonhos, e com eles,
meu amor mais puro, que me move e me guia,
numa doce poesia - que ninguém -, em nenhuma alma é sentida,
tanto é talhada na carne, sem palavras, com rimas do sentimento,
do sangue que corre por dentro…
num silêncio que me acalma, que me cura a dor,
que insiste a batucar meu coração…
mas é ainda forte a emoção que remexe meus sentidos
me traz de volta à vida, inteira,
feliz por ter sentido, feliz por amar,
por ainda sonhar, por acreditar, por esperar…
sou grata, mesmo que não saiba agradecer,
sou forte, mesmo se frágil, me vês!
(Meu agradecimento à Flor)
E tem gente que sem chegar já se despede… grita um adeus que não saiu do coração… porque o seu grito não ecoou no meu.
A chegada é como uma festa: tem as luzes (dos olhos apaixonados); tem a música ( no ritmo do coração que ama); tem o abraço apertado cheio de saudade e o carinho da espera ansiosa que nessa hora acalma e só envolve de amor; a alegria que acolhe e contagia os convidados e tem mil coisas pra compartilhar…
A partida leva sempre o melhor pedaço…porque não quero viver das lembranças, não quero no peito saudade sem fim…mas se vier, qualquer saudade eu aguento, sinal que vivi em algum momento…
"O coração já tem exigências naturais que chega, mesmo que não concedamos longas entrevistas em que ele se recline penalizado e sempre com mais intensidade sobre si mesmo"
Exaltei minha sensibilidade
Em horas, revivi segundos, mas ao contrário, não senti que perdi tempo…
Mas preciso que meu coração se acostume de novo à vida real e pare de "se queixar de si mesmo, da vida, com seus sofrimentos reais ou imaginários" Isso só aumenta a dor e acaba por "transformar em realidade as fantasias da sua imaginação"
" Deve se ter uma grande coragem para dar um corte no presente, a fim de preservar o futuro" E que futuro quer preservar!?
Espera aí!
Nem vem com essa estória
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
‘Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi
Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério…
Vivi pra você
Morri pra você
Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça, suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim
Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
‘Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim
(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
(Pois então) vai!
A porta na verdade nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Uhuu, de volta pra mim
De volta pra mim…
(Vai - Ana Carolina / Composição: Simone Saback)
mas não posso supor felicidade e amor…
quero poder abraçar, envolver
quero poder irradiar minha alegria
quando é clara a sintonia
quero ler as cartas que são minhas,
não quero supor um sorriso
o que sinto não é suposição
meus sentidos enlouquecem qualquer coração
meus olhos vêem além do alcance
minhas mãos tocam…
e você não sente meu carinho de todo dia, meu olhar
meu chamado já não ouves
eu não finjo e também não quero supor teu amor
não quero supor que o vento que me beija a face, são seus lábios
nem posso supor provocação quando me atiram pedras à emoção afundando em ilusão…
não, não vou supor. vou ficar na ignorância, na inocência de esperança.
que o que sinto é o que me diz seu coração.