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de nada valerá se o que me disser não fincar no meu coração
não reconheço tropeços de palavras de fim de página
desfaz a mim, desate os nós
reduziu as margens,
resta um pontinho
oculto no seu
rodapé
*
Quando eu "mandei" ir...eu também perdi
Será que perdi o direito de sonhar?
Será que ainda posso querer sonhar?
Há momentos que nos exigem atitudes definitivas. Mesmo sem querer, é a única saída (pra nenhum lugar).
Eu me permito guardar meus sonhos, como se guardam tesouros, como se cuida do amor, como se protege a vida...
O que queria mesmo era te falar ao ouvido os meus desejos escondidos, por um momento, ouvir teu suspiro, por um momento te olhar, tocar tua alma, com meu sentimento, saber confortar o teu...
Tenho permissão pra viver!?
Se veste de poesia, quando -no meu pensamento- se encontra, timidamente, as entrelinhas das suas mãos com as minhas. E o silêncio vibra nas ondas da imaginação que pinta minha fantasia de céu e terra em perfeita sintonia. Mesmo que invisível ao olhos, a palavra, dá o sentido ao poetar mais impreciso dum coração apaixonado... Palavra não dita, palavra sentida, nunca é esquecida no coração...
Vou apanhar as estrelas
Num pote de mel
Com os restos da lua
Vou me envolver
No tapete de sonhos
E abraçar uma nuvem
Vou te cantar...
Te cantar à saudade
Revelar os encantos
Que do mundo guardei
Quando no teu coração
Conheci o universo
No doce balanço
Da sua poesia
Na terna magia
De querer
De sonhar
De te amar
Na companhia das flores
No jardim dos amores
Sinfonia sem fim
Quando o céu cair...
No oceano sem dores
Vai molhar as sementes
Que deixamos cair
Entre um beijo, um toque
Um olhar e outro...
Quando o céu cair
Vão cantar nossos sonhos
A terra a florir
O sol a sorrir
No espelho
Da vida