31.3.08
Resistência
Isso é coisa de pele, quando chove não me inunda
Quase nada deixa entrar…
Presos numa mágica de luz
Transbordam da mesma emoção
E um louco, apaixonante desejo
Enxergar-se num mundo
de tanta magia e real beleza
e parar o tempo, num terno piscar
de atração por amar
um silêncio
um tempo de paz
uma pausa
um suspiro me apressa
à minha alegria
tenho medo
e tenho asas
quero ser forte
olhos….
os meus precisam dos teus.
Olho a cidade ao redor
E nada me interessa
Eu finjo ter calma
A solidão me apressa
Tantos caminhos sem fim
De onde você não vem
Meu coração na curva
Batendo a mais de cem
Eu vou sair nessas horas de confusão
Gritando seu nome entre os carros que vêm e vão
Quem sabe então assim
Você repara em mim
Corro de te esperar
De nunca te esquecer
As estrelas me encontram
Antes de anoitecer
Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais
Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim
(Ana Carolina/vitor Ramil)
infelizmente atamos as mãos, prendemos o choro do coração, somos mais um que passa pela infância, sem abraçar, sem amar. É um sofrer revoltante…
Quando me deixo cativar
Na verdade é o amor
Falando e olhando pra mim
E por amor
Deixo meus medos de lado
Distribuo sorrisos aliados
Ao olhar que te encoraja, te desperta
Quando ouço o canto dos pássaros
O murmurio das águas, a musicalidade da chuva
Permito-me transportar para um sonho de luz
E é o amor que me conduz…
Envolvida nessa alegria, me permito o querer
E me apaixonar por tudo que a vida me oferece
Porque em mim, dentro de mim, há amor…
Esse sentimento é a medida do valor
Que agrega à minha vida, um sentido
Único, especialmente verdadeiro
O amor dá permissão para a transformação
Ensina a buscar o equilibrio, serenamente
E me orienta, quando me sinto perdida e só
Me faz enxergar as belezas do mundo
E das pessoas do mundo
Me lembra que posso cometer erros, enganos
Que posso perdoar e ser perdoada
Eu posso amar e ser amada
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, meu corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios Sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
(Composição: samuel Rosa - Lô Borges - Nando Reis)
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero a paz de criança dormindo
E o abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero a ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! eu quero o amor o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda ternura que eu quero lhe dar.
(Jessé)
Um aperto senti no meu peito
Quis que fosse do teu coração
Que ao meu abraçava, e foi tanta emoção
Que soluços saltaram a garganta
Pensei ela está a fazer vocalises
Preparando pra dizer: te preciso
Nunca quis ver o lado da dor
Escondida no avesso de mim
Sempre trouxe esperança e amor
Estampado pra fora de mim
No sentimento verdadeiro
Causando boa impressão
Em desejos desmedidos
Dum querer quase aflito
Num buscar inocente
De quem gosta de gente
E nos torna importantes
Mesmo muito distantes
faz-se sempre presente
Eu até acreditei…
E era tudo uma farsa
Que tua mente criou
E passou pro papel
Desenhou tua vida
Pra me impressionar
Me soprou pensamentos
Que me fez te abraçar
Te querer lindamente
Permissão pra sonhar
Dei ao meu coração
Um bocado de ilusão
Me fez acreditar…