29.2.08
Até me impulsiona num navegar (mas meu barquinho ainda é de papel)…
O coração é como o mar (o meu na maré cheia de emoções)
Mas quando falas do sonho penso na leveza de voar…Se eu for navegar será em águas mais tranquilas… mas talvez consiga voar, mas tb preciso ter plano de vôo se não me perco no espaço
27.2.08
Um anjo soprou-me ao coração
Para te pedir perdão
*Desejando a morte do Adeus*
O laço que me tinha
Deu um nó no peito
o coração tava apertadinho
e se escondeu em mim
Teve medo de tudo
Quis fugir de mim
Se você repetir esse Adeus
Eu vou tentar entender.
Se faço mal assim
Corta-me pela raiz
Mas, a amizade, que penso que é o “melhor” do amor colocado no coração humano, não tem rancor, nem dor que separa…É um amor livre, pela pureza e simplicidade…
Sabes que meus braços não podem te alcançar, mas meu coração, meu pensamento, em sentimento, pode te abraçar.
abraços
26.2.08
Naveguei
Meu barquinho de papel
Eu mesma fiz
Afundei no mar
Não sei nadar
"Desejo que você ame, e que amando, também seja amado. E que se não
for, seja breve em esquecer. E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem
desesperar".
(Victor Marie Hugo, escritor, poeta, FRA, 1802-1885)
20.2.08
recolher os braços
lavar as mãos
as mãos vazias
dormidas ao chão
atar as sandálias
fazer o laço
de fios enrolados
dentro de mim
O Poeta e a Rosa
(e com direito a passarinho)
Vinícius de Morais
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa…)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra - Milhões a morrer de fome!
E tu, na tua vaidade Querendo usar do meu nome!…
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira…
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
Não me cabe a vaidade de saber teu desejo…Não rotulo ousadia o que é falta de respeito…Não imagino o que trazes aos teus pensamentos, não importa teus olhos pedintes, quando já quiseram me roubar a inocência…Não lhe direciono o olhar, nem com ira, nem mesmo pacífica… Os seus pensamentos, seu ímpeto vieram acompanhados de muitas coisas, principalmente e a pior delas, a violência… Perdeu a razão…a sã consciência…É lamentável!
19.2.08
é preciso cuidar dos sentimentos (mesmo quando misturados a uma vida de sonhos e ilusões), de todas as emoções para que a minha vida esteja equilibrada…uma distração e tudo pende. o equilibrio não é um apoio, que vem de fora, antes, a falta dele… é uma força que a gente tira de dentro da gente, somando a tudo que a gente é, que vive, e que decide querer pra sempre… dói um pouco porque faz a gente pensar na loucura que é o redemoinho dos sentimentos diários da vida da gente… meus braços que querem abraçar o infinito dos sonhos…
Se o sonho dormir, a vida se esvazia…acordei vazia…vem me encher da riqueza da tua poesia